Por que a alumina domina a cerâmica técnica industrial
Alumina é o óxido de alumínio (Al₂O₃) sinterizado em alta temperatura até formar uma cerâmica técnica densa e quimicamente estável. Nenhum outro material cerâmico entrega a mesma combinação: dureza próxima à do diamante, inércia a ácidos e álcalis, estabilidade em altas temperaturas e custo viável para revestir equipamentos inteiros.
É por isso que a alumina é a base de praticamente todo revestimento cerâmico antidesgaste industrial — de ciclones e tubulações a bombas de polpa e buchas.
Aluminas técnicas para cada nível de exigência
Da CT CEDUR 90 à 99HH, formulações com teor crescente de alumina e nanopartículas — dureza, densidade e inércia química calibradas para o seu processo. Composições com terras raras (TR) sob demanda.
| Material | Teor Al₂O₃ | Densidade | Dureza HV | Flexão | Absorção H₂O | Indicação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| CT CEDUR 90Padrão · revestimento | 90% a 99,5% | 3,7 a 3,85 g/cm³ | > 1300 HV | 380 MPa | < 0,05% | Revestimento de alta dureza e ataque químico |
| CT CEDUR 94HHAlta abrasão | 95,8–96,3% | 3,70–3,72 g/cm³ | 1450–1500 HV | 380 MPa | < 0,4% | Excelente resistência à abrasão |
| CT CEDUR 96HHAbrasão + impacto | 95,8–96,3% | 3,73–3,76 g/cm³ | 1500–1600 HV | 380 MPa | < 0,2% | Abrasão e impacto severos |
| CT CEDUR 99HHAlta pureza | 99,5–99,7% | 3,78–3,82 g/cm³ | 1550–1600 HV | 380 MPa | < 0,2% | Abrasão, impacto, química e peças finas/complexas |
// Sinterização > 1.600 °C, praticamente sem matriz vítrea. Valores típicos de ensaio — composições sob medida disponíveis, inclusive com zircônia dopada e terras raras.
Qual formulação para qual serviço
- CT CEDUR 90 — o padrão para revestimento: alta dureza e resistência a ataque químico com o melhor custo.
- CT CEDUR 94HH — abrasão pura e severa: polpas, pós e particulados em fluxo contínuo.
- CT CEDUR 96HH — abrasão combinada com impacto: britagem, partículas grandes, pontos de choque.
- CT CEDUR 99HH — alta pureza: ataque químico agressivo, peças finas e geometrias complexas.
Da nanopartícula à peça sinterizada — tudo em casa
A CETARCH domina toda a cadeia da alumina técnica: produz as próprias nanopartículas de alumina, zircônia, terras raras e outros óxidos por via seca, sem contaminação; projeta e constrói os fornos, secadores, misturadores e moinhos; e desenvolve os refratários. Esse controle total garante pureza, repetibilidade e liberdade para criar formulações sob medida.
A sinterização acontece em fornos próprios que chegam a 1.750 °C, produzindo peças praticamente sem matriz vítrea — máxima dureza e resistência. Em pesquisa com a UFSC, a CETARCH aplica ainda tratamentos via plasma e adição via laser para alterar propriedades de peças já sinterizadas.
Perguntas frequentes sobre cerâmica de alumina
Qual teor de alumina escolher: 90, 94/96 ou 99%?
Regra prática: CT CEDUR 90 para revestimento padrão com ataque químico; 94HH para abrasão severa; 96HH quando há também impacto; 99HH para ataque químico agressivo, alta pureza e peças finas ou complexas. A engenharia da CETARCH especifica a formulação a partir da análise do seu processo.
Alumina ou zircônia: qual usar?
A alumina cobre a grande maioria das aplicações industriais de desgaste com o melhor custo-benefício. A zircônia dopada e as composições com terras raras entram como formulações especiais, sob demanda, quando o processo exige propriedades específicas além da alumina.
A alumina resiste a produtos químicos?
Sim. A alumina é inerte a ácidos, álcalis e solventes agressivos nas condições típicas de processo — sem corrosão e sem contaminação do material processado. Para os ataques químicos mais agressivos, a formulação indicada é a CT CEDUR 99HH de alta pureza.
Qual a temperatura máxima de serviço da alumina?
A referência da linha CT CEDUR é 1.750 °C — a mesma temperatura que os fornos próprios da CETARCH atingem na sinterização. Na prática, o limite depende da formulação e das condições do processo; a engenharia confirma a especificação para o seu caso.